AnjoPatrícia Cruz
UGRS / Fabico
NoivaAna Paula Rodrigues, Carolina Pagani, Fernanda Schlossmacher
ESPM
re-construões insólitasAletea Hoffmeister Mattes
Feevale
Anjo
Noiva
re-construões insólitas
A partir de quarta-feira, dia 8 de julho, a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre inaugura a exposição Panorâmica, na Galeria dos Arcos, localizada no andar térreo da
Centro Universitário FEEVALE
Fotografia Ainda?
Nas últimas décadas o processo de obtenção técnica de imagens mudou drasticamente passando a incluir etapas de processamento digital, mas ainda assim o nomeamos fotografia.
Através de gêneros pictóricos recorrentes na história da fotografia: o retrato, a paisagem, a natureza morta e a arquitetura, os trabalhos desenvolvidos por Aletea, Carolina, Guilherme, Igor, Ida, Isabel, Renata e Yara apresentam diferentes maneiras de explorar os aspectos híbridos gerados pela contaminação da fotografia com a imagem digital
Coordenadora do Curso de
Carolina Rochefort
Guilherme Lund
Ida Helena Thön
Igor Sperotto
Isa Reichert
Renata Stoduto
FABICO – Núcleo de Fotografia
Gabriel Jacobsen - Passar
Dentro dessa linha de ação, apresentamos a exposição fotográfica Recortes do Imaginário: percepções e concepções, com imagens de autoria de cinco alunos bolsistas de monitoria das disciplinas de fotografia da FABICO/UFRGS: Gabriel Bartz, Gabriel Jacobsen, Patrícia Cruz, Renata Lohmann e Rennan Mager, além de um ensaio da aluna bolsista de pesquisa em fotoquímica aplicada e fotografia experimental de atelier, a fotógrafa e bacharel
Rochele Zandavalli - Boneca de Papel
Esse grupo de seis fotógrafos-autores nos apresenta imagens que mostram um pouco do seu imaginário criativo, das suas concepções, que vão desde o abstrato, passando superficialmente pelo Non-sense, técnicas de recortes, viragens e intervenções, seguindo uma influência da Pop Art com cenas fotográficas colorizadas à mão. É, em suma, uma instigante coleção de imagens ensaístas por meio das quais os autores nos sensibilizam com as suas emoções e percepções visuais, instrumentalizadas e ampliadas através da magia da Fotografia. (MBMonteiro, 2009).
Consultor em Fotografia da UFRGS
Coordenador do Núcleo de Fotografia da FABICO/UFRGS
Alunos Participantes
Gabriel Jacobsen
Patrícia Cruz
Renata Lohmann
Rennan Mager
Rochele Zandavalli
Sem título - Eduardo Biermann
No curso de Publicidade e Propaganda, o que dá caráter publicitário a uma fotografia é o fato dela ser uma obra coletiva: a concepção do trabalho é atribuição de um grupo de alunos enquanto que a execução é sempre atribuição de outro.
Manuel da Costa
Coordenação do Centro de Fotografia
Ana Paula Rodrigues
Adriana Morandi
André Zambam de Mattos
Betina Dourado
Bianca Giacomet
Bárbara Nácul
Bruna Marsico
Bruno Lautert
Carmela Brunelli
Carolina Pagani
Carolina Riffel
Cainã Rotta
Daniela Cony
Eduardo Biermann
Fernanda Baldo
Gabriel Ferreira
Gabriel Seibel
Gabriel Soares
Guilherme Fontana
Gabriel Andrade
Ieve Holthausen
Isadora Diehl
Juliana Robin
Jônia Caon
José Oswald
Juliana Duarte
Lucas V. Silveira
Luisa Pena
Luiz Henrique Zaquera
Lucas Souza
Mahara Soldan
Mário Medeiros
Marcelo Peralta
Mariana S. Thiago
Mariana Rugdell
Matheus Malafaia
Miguel Guimarães
Marília Rohr
Marcella Zanchi
Nicolle Prado De Assis
Nikola Salim
Pablo Perini
Paula Silvestre
Pedro Medeiros
Pedro Alvarez da Fonseca
Patrícia Brodt
Renata Diehl
Rafael Mesquita
Roberto Medeiros
Rodrigo Pereira
Santiago Andres
Sandro Dias Selau
Tomaz Teixeira
Thiago Pieretti
Victória Seger
Vinnie Marchisio
Noiva - Ana Paula Rodrigues, Carolina Pagani, Fernanda Schlossmacher
Panorâmica
Galeria dos Arcos
Abertura 8 de Julho às 19h
Período de Visitação de 9 de julho a 9 de agosto
De terças a domingos, das 9 às 19h
A Galeria dos Arcos começará a mostrar, a partir de junho um pouco da produção realizada dentro das nossas mais respeitadas escolas de fotografia.
Esta primeira exposição contará com trabalhos de alunos da ESPM, UFRGS/Fabico e Feevale.
Futuramente outras escolas mostrarão um pouco de sua produção recente, propiciando ao visitante a oportunidade de conhecer, em primeira mão, os projetos que vêm desenvolvendo.
informações:
galeriadosarcos@gmail.com
ou pelo telefone 3289 8133 com Lurdes
A partir da próxima terça-feira, dia 12 de maio, o Instituto Goethe, em parceria com a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, inauguram a exposição Fotografias, de Bernhard Wicki, na Galeria dos Arcos, localizada no andar térreo da
As 40 fotografias em exposição na Galeria dos Arcos incluem retratos de artistas e intelectuais como as atrizes
Abaixo, texto de Inka Graeve Ingelmann sobre a obra fotográfica de Bernhard Wicki:
O nome de Bernhard Wicki está eternamente ligado a A Ponte, seu filme mais conhecido. Para Wicki, com o enorme sucesso mundial alcançado com este filme – foi o seu segundo – concretizou-se o sonho de todo o diretor, pois fundamenta sua fama como um dos mais importantes cineastas do pós-guerra, que lhe preparou o caminho para Hollywood. Mas em alguns momentos, este sucesso parecia uma praga, pois qualquer outro filme que ele rodasse depois – foram doze no total – e tudo o que fizera anteriormente como ator e fotógrafo, uma obra de mais de 50 anos, plena de criações abrangentes e altamente criativas, permaneceu à sombra deste filme. Com A Ponte, Wicki criou uma obra-prima de toda uma época, e que ainda hoje, mais de 40 anos após a sua produção, não perdeu sua força e integridade.
Durante muito tempo, o ator Bernhard Wicki considerava o cinema e a fotografia como formas de arte secundárias, tinha paixão pelo teatro, pela poesia e pela pintura. Este posicionamento modificou-se quando ele visitou a Exposição Mundial de Fotografia em Lucerna, no ano de 1952. Nela, vê trabalhos dos melhores fotógrafos de seu tempo, mas é principalmente uma fotografia que o fascinou permanentemente: a famosa fotografia de Robert Capa de um soldado moribundo, feita em 1936 quando da Guerra Civil Espanhola e que até hoje é considerada um ícone da fotografia do século XX. “Foi” – lembra-se Wicki olhando para o passado – “o olhar espontâneo e imparcial sobre a vida pura e simplesmente”, que tanto o fascinou nesta foto. Ele reconheceu que a fotografia não é apenas um relatório autêntico, mas que também pode desenvolver uma linguagem imagética própria e inconfundível.
Wicki começa a fotografar em Paris, a cidade que como nenhuma outra continha uma força de atração mágica para todo fotógrafo. Ele se apodera da fotografia de forma autodidata – o que sempre poderá ser constatado em suas obras – passeando pelas ruas da cidade. O que o fascina é a riqueza de sombras da metrópole francesa, além dos locais famosos, das ruas suntuosas e dos glamourosos centros de entretenimento. Ele observa o trabalho no Mercado Les Halles e visita os sem-teto ao longo do Sena. Surgem centenas de fotografias, mas Wicki amplia apenas algumas. É justamente neste período autodidata que reconhece o que o fascina na fotografia: o encontro com a realidade. Ele procura o cotidiano, o casual, o aparentemente corriqueiro. As fotografias de Wicki surgem da intuição, não são encenadas, mas compostas de maneira pessoal e inconfundível. São instantâneos, flagrantes, se assim o quisermos, às vezes captados às pressas, iluminados na fração de um segundo e ainda assim de grande intensidade. Momentos roubados do inexorável decorrer do tempo e preservados.
Nos anos que se seguem, quase todas as suas fotografias são feitas durante suas longas viagens, durante filmagens na Bósnia e no Marrocos ou quando de suas férias na Itália e na França. Raramente fotografa em Munique, onde mora. A despretensão do viajante, se abrindo a novas impressões visuais sem qualquer preconceito, é uma característica determinante do fotógrafo Bernhard Wicki. O ser humano é o centro do seu mundo imagético. Ele também é presente quando não aparece diretamente na imagem, ou onde objetos discretos ou vestígios borrados lembram sua presença. Quando fotografa seres humanos, Wicki se concentra neles, sejam estes mulheres, homens. Mesmo crianças dão a impressão de estarem cercadas de uma solidão pura, sem escapatória, entregues ao próprio destino, solitárias. Wicki descreve um tempo que deriva de qualquer utopia, profundamente abalado pelos acontecimentos catastróficos da Segunda Guerra Mundial, mas que apesar disso não deixa de conter esperança para um futuro melhor.
No âmbito da fotografia alemã do pós-guerra, a obra de Wicki ocupa um lugar especial e talvez seja este um dos motivos dele ser desconhecido até hoje. A fonte mais importante de inspiração de seu mundo de imagens é sem dúvida o neo-realismo italiano. Foram grandes obras de mestres como De Sica e Rossellini, como Ladrões de Bicicleta e Roma, Cidade Aberta, que influenciaram sua criação fotográfica e, posteriormente, cinematográfica, de maneira determinante. Em contraposição, seus retratos descobertos após seu falecimento apresentam uma linguagem imagética totalmente diferente, como é o caso da artista e colega
Para o ator Bernhard Wicki, a fotografia se tornou um instrumento decisivo para se expressar visualmente. Ele pensou seriamente em trocar de profissão e se tornar fotógrafo ou operador de câmara. Mas quando se lhe oferece a oportunidade de ser diretor cinematográfico em 1958, ele aceita sem vacilar. Por que Estão Contra Nós? é o título de seu primeiro filme, hoje esquecido, e que revela em muitas sequências o fotógrafo Wicki. Mas com suas primeiras experiências como diretor cinematográfico, Wicki reconhece que fotografia e cinema são duas formas de expressão totalmente diversas, que exigem linguagens imagéticas diferentes, bem específicas. Já seu segundo filme, A Ponte, é um claro reconhecimento da mídia filme. Com o sucesso mundial de APonte, o fotógrafo Bernhard Wicki também se torna conhecido. Em Hamburgo e Berlim são realizadas exposições individuais de seus trabalhos, em 1960 é publicado o livro Dois Gramas deIluminação, que teve um longo preparo e para o qual Friedrich Dürrenmatt escreveu o prefácio. Mas o sucesso do diretor cinematográfico é enorme e ele acaba sendo atraído para Hollywood.
Assim, Wicki desiste da fotografia. Sua obra, que acabara de ser descoberta, cai rapidamente no esquecimento.
Nascida em Bregenz, Áustria, no ano de 1920. Morou quando criança na antiga Tchecoslováquia. Retorna para a Áustria, vivendo em Innsbruck, onde em 1932 pela primeira vez expõe aquarelas e desenhos a bico-de-pena. Em 1935, o Chanceler Schuschnigg inaugura em Viena uma exposição de Roswitha, na qual suas obras obtêm grande repercussão e lhe renderam o adjetivo de menina-prodígio. Algumas das suas primeiras exposições aconteceram em Praga em 1936; Amsterdã, Roterdã e Copenhage em 1937; Zurique, Londres e Haia em 1938 e Munique e Stuttgart em 1939. Forma-se em 1938 e vai para Roma estudar sgrafitto e afresco por alguns meses.
Como aluna-mestra aprende artes gráficas em Stuttgart e depois frequenta a Academia de Arte da cidade. Produz a série de gravuras em metal intitulada Eulenspiegel, na técnica de água-forte. Estas gravuras inspiraram o poeta alemão Hans Leip em seus poemas sobre esta lendária e simbólica figura de Till Eulenspiegel. As gravuras e os poemas foram publicados pela editora alemã Cotta simultaneamente em um livro com o mesmo título.
Estuda na Academia de Arte de Berlim até 1943, tendo que retirar-se com os bombardeios da Segunda Guerra. Em 1945 casa-se com um escritor alemão que veio a falecer dois anos depois, vítima de doenças contraídas um campo de concentração nazista. Seu primeiro mural encontra-se em uma igreja em Viena, e é datado de 1954.
No ano de 1955, emigra para o Brasil com sua filha pequena, casando-se com o Prof. Hubert Wingen e com ele tem três filhos. Morando em Porto Alegre, passa a trabalhar como ilustradora da Editora Globo, ilustrando os Contos de Andersen (desenhos e aquarelas) e Contos de Grimm (xilogravuras). Após esta fase, volta a dedicar-se ao afresco e à arte religiosa em igrejas do Brasil, Portugal e Áustria. São obras suas em Porto Alegre, um vitral e um sgrafitto da Igreja São Francisco e a fachada do Mosteiro São Damião. Em São Leopoldo encontram-se seis sgrafittos no Santuário de Padre Réus, além de dois murais. Reside em Porto Alegre.
O SALÃO INTERNACIONAL DE DESENHO PARA IMPRENSA acontece desde 1992. Todas as edições do Salão foram realizadas pela Coordenação de Artes Plásticas da SMC com apoio da GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul.
Nesta Edição o SIDI homenageia RoswithaWingen-Bitterlich artista da Editora Globo, que ilustrou os Contos de Andersen (desenhos e aquarelas) e Contos de Grimm (xilogravuras).
Participaram do júri de seleção Cylene Oliveira Dallegrave - artista plástica, José Fraga - cartunista e editor, José Francisco Alves - instrutor de arte, Leandro Hals - cartunista e Renato Garcia Santos - instrutor de arte, enquanto o júri de premiação das obras foi formado por Alisson Afonso - cartunista, Clô Barcellos - jornalista, designer e editora, Francisco Juska - cartunista, Celso Schröder - cartunista e jornalista e Wagner Passos - cartunista. Ao total foram selecionadas 70 obras com a participação de 158 artistas nas categorias Cartum, Charge, Caricatura, História em Quadrinhos e Ilustração Editorial.
A mostra XVII SIDI se estenderá até 26 de abril de 2009, na Galeria dos Arcos.
Paralelamente, no 4º andar da Usina, estará ocorrendo a Exposição de Quadrinhos Internacionais promovida pelo Neorama dos Quadrinhos.
Premiados:
ILUSTRAÇÃO EDITORIAL: Camilo Riani - Caricalendário, Menção Honrosa para Elenio Pico - Plumas Pelos e Escamas e Menção Honrosa também para Marcin Bondarowicz - Dietetic Food. HISTÓRIA EM QUADRINHOS: Jarbas Domingos de Oliveira Junior – Mundo Cão. CHARGE: Renato Machado Gonçalves – Reforma Ortográfica, e duas Menções Honrosas: Luiz Carlos Fernandes – O abacaxi de Obama e Bruno Cezar Galvão – Desemprego. CARTUM:CARICATURA: Zhu Zizun – The Big Three e Menções Honrosas para Diogo D’auriol Almeida – Alfred Hitchcock e José Raymundo Costa (Ray Costa) – Jô Soares. Rafa Camargo – Nature Song e Menções Honrosas para Jarbas Domingos de Oliveira – Carro e para Rafael Bittencourt Corrêa – Expulso.
Bruno Gularte Barreto inaugura, dia 20 de novembro, às 19 horas, na Galeria dos Arcos, a exposição fotográfica Inventário, projeto que contou com financiamento do Fumproarte.