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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Segue até 9 de agosto exposição panorâmica

Até dia 9 de agosto, de terças a domingos, das 9 às 21h, a expoisção Panorâmica pode ser visitada na Galeria dos Arcos. A exposição mostra trabalhos de alunos da Feevale, ESPM e UFRGS/Fabico.

Anjo
Patrícia Cruz
UGRS / Fabico









Noiva
Ana Paula Rodrigues, Carolina Pagani, Fernanda Schlossmacher
ESPM









re-construões insólitas
Aletea Hoffmeister Mattes
Feevale






quinta-feira, 9 de julho de 2009

Confira fotos da abertura da exposição Panorâmica

Ontem à noite, mesmo com tempo ruim, a abertura da exposição Panorâmica, que traz trabalhos de alunos das escolas de fotografia da UFRGS, Feevale e ESPM foi concorridissima. Confira algumas imagens.












os últimos retoques antes da abertura







visão geral











visão através dos arcos










a entrada











o coquetel










olhar atento









Renata Massetti - assistente de Manuel da Costa (ESPM) em entrevista ao Programa Estação Cultura (TVE/RS)









Elaine Tedesco em entrevista ao Estação Cultura










alunos da fabico confraternizam











vista geral trabalho da FEEVALE









vista geral de trabalhos da ESPM









vista geral UFRGS/Fabico








vista da entrada da galeria












Katia Suman em momento de descontração









Katia Suman (Camarote TVCOM) entrevista Elaine Tedesco (Feevale)










vista da entrada da galeria











Mário Bitt Monteiro (Coordenador Núcleo de Fotografia da Fabico) e Rochelle Zandavalli








criador e criatura: Rochelle Zandavalli e sua modelo Mariana Xavier (da série Boneca de Papel)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Galeria dos Arcos recebe Panorâmica

A partir de quarta-feira, dia 8 de julho, a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre inaugura a exposição Panorâmica, na Galeria dos Arcos, localizada no andar térreo da Usina do Gasômetro.

A exposição apresenta uma seleção de trabalhos em fotografia realizados por alunos da ESPM, Centro Universitário Feevale e UFRGS/Fabico.

O convite para que as escolas de fotografia mostrassem sua produção recente foi motivada pela certeza de que estas – e outras instituições que virão – têm uma produção ainda desconhecida do público, com trabalhos de altíssima qualidade, e bastante diversificados, pois são originadas em cursos com linguagens e abordagens absolutamente distintas.

A ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing de Porto Alegre) apresenta fotografias produzidas pelo Centro de Fotografia, coordenado pelo professor Manuel da Costa, abrangendo os cursos de Publicidade e Propaganda, Design, e do Clube da Foto.

O Centro Universitário Feevale, mostra trabalhos do Curso de Pós-Graduação em Poéticas Visuais: Gravura, Fotografia e Imagem Digital, coordenado por Elaine Tedesco.

Já a UFRGS, através do Núcleo de Fotografia da FABICO, sob a coordenação de Mário Bitt Monteiro, apresenta um grupo de seis alunos graduandos em Jornalismo, Publicidade, Museologia, Design e Artes Visuais e bolsistas de fotografia.

Centro Universitário FEEVALE

Isa Reichert

Fotografia Ainda?

Nas últimas décadas o processo de obtenção técnica de imagens mudou drasticamente passando a incluir etapas de processamento digital, mas ainda assim o nomeamos fotografia.

Através de gêneros pictóricos recorrentes na história da fotografia: o retrato, a paisagem, a natureza morta e a arquitetura, os trabalhos desenvolvidos por Aletea, Carolina, Guilherme, Igor, Ida, Isabel, Renata e Yara apresentam diferentes maneiras de explorar os aspectos híbridos gerados pela contaminação da fotografia com a imagem digital




Guilherme Lund - Usina





Elaine Tedesco
Coordenadora do Curso de em Poéticas Visuais: Gravura, Fotografia e Imagem Digital - Centro Universitário Feevale

Alunos Participantes

Aletea Hoffmeister Mattes

Carolina Rochefort

Guilherme Lund

Ida Helena Thön

Igor Sperotto

Isa Reichert

Renata Stoduto

Yara Baungarten Bueno

UFRGS

FABICO – Núcleo de Fotografia

Recortes do Imaginário: percepções e concepções

O Núcleo de Fotografia da FABICO/UFRGS é na essência um laboratório de idéias, um espaço acadêmico livre para o exercício da criatividade visual, onde o aluno graduando, pós-graduando ou extensionista, exercita e experimenta a fotografia como elemento propulsor dos processos criativos do seu imaginário, das suas percepções espaciais e das suas concepções imagéticas. O Núcleo, desde 1992, atua como uma verdadeira escola de fotografia, ligando os segmentos de ensino, pesquisa e extensão em fotografia e suas ramificações em comunicação visual, com intuito de alcançar, não somente índices diferenciados na qualificação de recursos humanos, como também investir no desenvolvimento de conceitos teóricos e produção de conhecimento em fotografia.



Gabriel Jacobsen - Passar








Dentro dessa linha de ação, apresentamos a exposição fotográfica Recortes do Imaginário: percepções e concepções, com imagens de autoria de cinco alunos bolsistas de monitoria das disciplinas de fotografia da FABICO/UFRGS: Gabriel Bartz, Gabriel Jacobsen, Patrícia Cruz, Renata Lohmann e Rennan Mager, além de um ensaio da aluna bolsista de pesquisa em fotoquímica aplicada e fotografia experimental de atelier, a fotógrafa e bacharel em Artes Visuais Rochele Zandavalli.




Rochele Zandavalli - Boneca de Papel






Esse grupo de seis fotógrafos-autores nos apresenta imagens que mostram um pouco do seu imaginário criativo, das suas concepções, que vão desde o abstrato, passando superficialmente pelo Non-sense, técnicas de recortes, viragens e intervenções, seguindo uma influência da Pop Art com cenas fotográficas colorizadas à mão. É, em suma, uma instigante coleção de imagens ensaístas por meio das quais os autores nos sensibilizam com as suas emoções e percepções visuais, instrumentalizadas e ampliadas através da magia da Fotografia. (MBMonteiro, 2009).

Mario Bitt-Monteiro
Consultor em Fotografia da UFRGS
Coordenador do Núcleo de Fotografia da FABICO/UFRGS

Produção: Bel. Rochele Zandavalli (Bolsista de Pesquisa – Núcleo de Fotografia da FABICO/UFRGS)




Rennan Mager - Sinistromano










Alunos Participantes

Gabriel Bartz

Gabriel Jacobsen

Patrícia Cruz

Renata Lohmann

Rennan Mager

Rochele Zandavalli

ESPM

Escola Superior de Propaganda e Marketing

As fotografias desta exposição foram produzidas pelos alunos de Publicidade e Propaganda, Design, e do Clube da Foto da Escola Superior de Propaganda e Marketing de Porto Alegre.



Sem título - Eduardo Biermann








No curso de Publicidade e Propaganda, o que dá caráter publicitário a uma fotografia é o fato dela ser uma obra coletiva: a concepção do trabalho é atribuição de um grupo de alunos enquanto que a execução é sempre atribuição de outro.

Cada aluno do curso de Design tem por meta a realização de um ensaio fotográfico que seja a expressão da sua própria individualidade.

Aberto a todos os alunos da ESPM, o Clube da Foto é um espaço de convivência, aprendizado e experimentação voltado para a produção de trabalhos de livre criação em fotografia, tanto coletivos quanto individuais .

O ensino da fotografia na ESPM-RS é 100% digital, mas como a ênfase é o recorte do tempo e do espaço que todo fotógrafo opera no momento do “clic”, nenhum destes trabalhos sofreu qualquer tipo de manipulação na fase de pós-produção além dos ajustes básicos de cor e contraste e de pequenos retoques de superfície.


Tortada - Betina Dourado, Patrícia Brodt, Paula Silvestre e Vanice Leffa






Manuel da Costa
Coordenação do Centro de Fotografia

Alunos Participantes

Ana Shuster

Ana Faccioni

Ana Paula Rodrigues

Adriana Morandi

André Zambam de Mattos

Alexandre R Schebela

Betina Dourado

Bianca Giacomet

Bárbara Nácul

Bruna Marsico

Bruno Lautert

Carmela Brunelli

Carolina Pagani

Carolina Riffel

Cainã Rotta

Daniela Cony

Eduardo Biermann

Fernando Axelrud

Fernando Rosa

Fernanda Schlossmacher

Fernanda Baldo

Gabriel Ferreira

Gustavo Martins

Gabriel Seibel

Gabriel Soares

Guilherme Fontana

Gabriel Andrade

Ieve Holthausen

Isadora Diehl

Juliana Robin

Jônia Caon

José Oswald

Juliana Duarte

Lia Kauffmann Schüler

Lucas V. Silveira

Luisa Pena

Luiz Henrique Zaquera

Lucas Souza

Mahara Soldan

Mário Medeiros

Marcelo Peralta

Mariana S. Thiago

Mariana Rugdell

Matheus Malafaia

Miguel Guimarães

Marília Rohr

Maira Dick

Marcella Zanchi

Nicolle Prado De Assis

Nicole Nahum

Nikola Salim

Pablo Perini

Paula Silvestre

Pedro Medeiros

Pedro Alvarez da Fonseca

Pedro Terra

Petra Bonotto

Patrícia Brodt

Renata Diehl

Rafael Mesquita

Roberto Medeiros

Rodrigo Pereira

Santiago Andres

Sandro Dias Selau

Tatiana Sehn

Tomaz Teixeira

Thiago Pieretti

Vinicius H. Da Silva

Vanice Leffa

Victória Seger

Vinnie Marchisio



Noiva - Ana Paula Rodrigues, Carolina Pagani, Fernanda Schlossmacher





Panorâmica
Galeria dos Arcos
Abertura 8 de Julho às 19h
Período de Visitação de 9 de julho a 9 de agosto
De terças a domingos, das 9 às 19h

terça-feira, 2 de junho de 2009

Galeria dos Arcos convida

A Galeria dos Arcos começará a mostrar, a partir de junho um pouco da produção realizada dentro das nossas mais respeitadas escolas de fotografia.
Esta primeira exposição contará com trabalhos de alunos da ESPM, UFRGS/Fabico e Feevale.
Futuramente outras escolas mostrarão um pouco de sua produção recente, propiciando ao visitante a oportunidade de conhecer, em primeira mão, os projetos que vêm desenvolvendo.
informações:
galeriadosarcos@gmail.com
ou pelo telefone 3289 8133 com Lurdes


Exposição de Bernhard Wicki segue na Galeria dos Arcos

A exposição de Bernhard Wicki segue encantando todos que a visitam.Até dia 21 de Junho ela pode ser conferida, no horário das 09 às 21h.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Fotógrafo e Cineasta Bernhard Wicki na Galeria dos Arcos

A partir da próxima terça-feira, dia 12 de maio, o Instituto Goethe, em parceria com a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, inauguram a exposição Fotografias, de Bernhard Wicki, na Galeria dos Arcos, localizada no andar térreo da Usina do Gasômetro. A exposição reúne 40 fotografias produzidas por Wicki entre 1952 e 1959.
Também ator e cineasta, no âmbito da fotografia alemã do pós-guerra, a obra do austríaco Bernhard Wicki (1919-2000) ocupa um lugar especial e talvez seja este um dos motivos de ela ser pouco conhecida ainda hoje. Durante muito tempo, o ator Bernhard Wicki considerava o cinema e a fotografia como formas de arte secundárias, interessando-se sobretudo pelo teatro, pela poesia e pela pintura. Porém, ao visitar a Exposição Mundial de Fotografia em Lucerna, no ano de 1952, Wicki revê sua posição. Ele começa a fotografar em Paris, onde se apodera da fotografia de forma autodidata, passeando pelas ruas da cidade, produzindo imagens de grande beleza, em um preto e branco deslumbrante.

As 40 fotografias em exposição na Galeria dos Arcos incluem retratos de artistas e intelectuais como as atrizes Maria Schell e Hildegard Knef, o ator Horst Buchholz e o escritor Friedrich Dürrenmatt, flagrantes colhidos nas ruas de Paris, Veneza, Tanger e Nova York, entre outros lugares visitados por Wicki. A exposição fica em cartaz até o dia 21 de junho e pode ser visitada de terças a domingos, entre 9h e 21h. A entrada é franca.

Na semana de 19 a 24 de maio a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) também receberá uma pequena mostra de filmes dirigidos por Wicki, que inclui seu trabalho mais conhecido, o clássico drama de guerra A Ponte (1959). O sucesso internacional de A Ponte levaria Wicki a dirigir três filmes em Hollywood, o épico de guerra O Mais Longo dos Dias (1963), superprodução sobre o desembarque dos aliados na Normandia, A Visita (1964), adaptação da peça teatral A Visita da Velha Senhora, com Ingrid Bergman e Anthony Quinn, e Morituri (1965), veículo para o estrelato de Marlon Brando e Yul Brynner. Wicki também trabalhou como ator, para diretores de prestígio como Antonioni (A Noite, onde fez o amigo moribundo de Marcello Mastroianni), Fassbinder (Despair), Wajda (Um Amor na Alemanha) e Wim Wenders (Paris, Texas).

Abaixo, texto de Inka Graeve Ingelmann sobre a obra fotográfica de Bernhard Wicki:

O nome de Bernhard Wicki está eternamente ligado a A Ponte, seu filme mais conhecido. Para Wicki, com o enorme sucesso mundial alcançado com este filme – foi o seu segundo – concretizou-se o sonho de todo o diretor, pois fundamenta sua fama como um dos mais importantes cineastas do pós-guerra, que lhe preparou o caminho para Hollywood. Mas em alguns momentos, este sucesso parecia uma praga, pois qualquer outro filme que ele rodasse depois – foram doze no total – e tudo o que fizera anteriormente como ator e fotógrafo, uma obra de mais de 50 anos, plena de criações abrangentes e altamente criativas, permaneceu à sombra deste filme. Com A Ponte, Wicki criou uma obra-prima de toda uma época, e que ainda hoje, mais de 40 anos após a sua produção, não perdeu sua força e integridade.

Durante muito tempo, o ator Bernhard Wicki considerava o cinema e a fotografia como formas de arte secundárias, tinha paixão pelo teatro, pela poesia e pela pintura. Este posicionamento modificou-se quando ele visitou a Exposição Mundial de Fotografia em Lucerna, no ano de 1952. Nela, vê trabalhos dos melhores fotógrafos de seu tempo, mas é principalmente uma fotografia que o fascinou permanentemente: a famosa fotografia de Robert Capa de um soldado moribundo, feita em 1936 quando da Guerra Civil Espanhola e que até hoje é considerada um ícone da fotografia do século XX. “Foi” – lembra-se Wicki olhando para o passado – “o olhar espontâneo e imparcial sobre a vida pura e simplesmente”, que tanto o fascinou nesta foto. Ele reconheceu que a fotografia não é apenas um relatório autêntico, mas que também pode desenvolver uma linguagem imagética própria e inconfundível.

Wicki começa a fotografar em Paris, a cidade que como nenhuma outra continha uma força de atração mágica para todo fotógrafo. Ele se apodera da fotografia de forma autodidata – o que sempre poderá ser constatado em suas obras – passeando pelas ruas da cidade. O que o fascina é a riqueza de sombras da metrópole francesa, além dos locais famosos, das ruas suntuosas e dos glamourosos centros de entretenimento. Ele observa o trabalho no Mercado Les Halles e visita os sem-teto ao longo do Sena. Surgem centenas de fotografias, mas Wicki amplia apenas algumas. É justamente neste período autodidata que reconhece o que o fascina na fotografia: o encontro com a realidade. Ele procura o cotidiano, o casual, o aparentemente corriqueiro. As fotografias de Wicki surgem da intuição, não são encenadas, mas compostas de maneira pessoal e inconfundível. São instantâneos, flagrantes, se assim o quisermos, às vezes captados às pressas, iluminados na fração de um segundo e ainda assim de grande intensidade. Momentos roubados do inexorável decorrer do tempo e preservados.

Nos anos que se seguem, quase todas as suas fotografias são feitas durante suas longas viagens, durante filmagens na Bósnia e no Marrocos ou quando de suas férias na Itália e na França. Raramente fotografa em Munique, onde mora. A despretensão do viajante, se abrindo a novas impressões visuais sem qualquer preconceito, é uma característica determinante do fotógrafo Bernhard Wicki. O ser humano é o centro do seu mundo imagético. Ele também é presente quando não aparece diretamente na imagem, ou onde objetos discretos ou vestígios borrados lembram sua presença. Quando fotografa seres humanos, Wicki se concentra neles, sejam estes mulheres, homens. Mesmo crianças dão a impressão de estarem cercadas de uma solidão pura, sem escapatória, entregues ao próprio destino, solitárias. Wicki descreve um tempo que deriva de qualquer utopia, profundamente abalado pelos acontecimentos catastróficos da Segunda Guerra Mundial, mas que apesar disso não deixa de conter esperança para um futuro melhor.

No âmbito da fotografia alemã do pós-guerra, a obra de Wicki ocupa um lugar especial e talvez seja este um dos motivos dele ser desconhecido até hoje. A fonte mais importante de inspiração de seu mundo de imagens é sem dúvida o neo-realismo italiano. Foram grandes obras de mestres como De Sica e Rossellini, como Ladrões de Bicicleta e Roma, Cidade Aberta, que influenciaram sua criação fotográfica e, posteriormente, cinematográfica, de maneira determinante. Em contraposição, seus retratos descobertos após seu falecimento apresentam uma linguagem imagética totalmente diferente, como é o caso da artista e colega Maria Schell ou o intelectual conterrâneo Friedrich Dürrenmatt. Influenciadas pela fotografia de vanguarda, estas suas fotos íntimas são encenadas até no menor detalhe; pose, iluminação, encenação e enquadramento de imagem. Wicki consegue estilizar seus fotografados sem se tornarem clichês, mas através de uma encenação sensível, revelando suas personalidades, muito além do simples retrato.

Para o ator Bernhard Wicki, a fotografia se tornou um instrumento decisivo para se expressar visualmente. Ele pensou seriamente em trocar de profissão e se tornar fotógrafo ou operador de câmara. Mas quando se lhe oferece a oportunidade de ser diretor cinematográfico em 1958, ele aceita sem vacilar. Por que Estão Contra Nós? é o título de seu primeiro filme, hoje esquecido, e que revela em muitas sequências o fotógrafo Wicki. Mas com suas primeiras experiências como diretor cinematográfico, Wicki reconhece que fotografia e cinema são duas formas de expressão totalmente diversas, que exigem linguagens imagéticas diferentes, bem específicas. Já seu segundo filme, A Ponte, é um claro reconhecimento da mídia filme. Com o sucesso mundial de APonte, o fotógrafo Bernhard Wicki também se torna conhecido. Em Hamburgo e Berlim são realizadas exposições individuais de seus trabalhos, em 1960 é publicado o livro Dois Gramas deIluminação, que teve um longo preparo e para o qual Friedrich Dürrenmatt escreveu o prefácio. Mas o sucesso do diretor cinematográfico é enorme e ele acaba sendo atraído para Hollywood.
Assim, Wicki desiste da fotografia. Sua obra, que acabara de ser descoberta, cai rapidamente no esquecimento.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Roswitha Wingen-Bitterlich é a homenageada do XVII SIDI

Nascida em Bregenz, Áustria, no ano de 1920. Morou quando criança na antiga Tchecoslováquia. Retorna para a Áustria, vivendo em Innsbruck, onde em 1932 pela primeira vez expõe aquarelas e desenhos a bico-de-pena. Em 1935, o Chanceler Schuschnigg inaugura em Viena uma exposição de Roswitha, na qual suas obras obtêm grande repercussão e lhe renderam o adjetivo de menina-prodígio.

Algumas das suas primeiras exposições aconteceram em Praga em 1936; Amsterdã, Roterdã e Copenhage em 1937; Zurique, Londres e Haia em 1938 e Munique e Stuttgart em 1939. Forma-se em 1938 e vai para Roma estudar sgrafitto e afresco por alguns meses.

Como aluna-mestra aprende artes gráficas em Stuttgart e depois frequenta a Academia de Arte da cidade. Produz a série de gravuras em metal intitulada Eulenspiegel, na técnica de água-forte. Estas gravuras inspiraram o poeta alemão Hans Leip em seus poemas sobre esta lendária e simbólica figura de Till Eulenspiegel. As gravuras e os poemas foram publicados pela editora alemã Cotta simultaneamente em um livro com o mesmo título.


Estuda na Academia de Arte de Berlim até 1943, tendo que retirar-se com os bombardeios da Segunda Guerra. Em 1945 casa-se com um escritor alemão que veio a falecer dois anos depois, vítima de doenças contraídas um campo de concentração nazista. Seu primeiro mural encontra-se em uma igreja em Viena, e é datado de 1954.

No ano de 1955, emigra para o Brasil com sua filha pequena, casando-se com o Prof. Hubert Wingen e com ele tem três filhos. Morando em Porto Alegre, passa a trabalhar como ilustradora da Editora Globo, ilustrando os Contos de Andersen (desenhos e aquarelas) e Contos de Grimm (xilogravuras). Após esta fase, volta a dedicar-se ao afresco e à arte religiosa em igrejas do Brasil, Portugal e Áustria. São obras suas em Porto Alegre, um vitral e um sgrafitto da Igreja São Francisco e a fachada do Mosteiro São Damião. Em São Leopoldo encontram-se seis sgrafittos no Santuário de Padre Réus, além de dois murais. Reside em Porto Alegre.

Galeria dos Arcos recebe o XVII Salão Internacional de Desenho para Imprensa

O SALÃO INTERNACIONAL DE DESENHO PARA IMPRENSA acontece desde 1992. Todas as edições do Salão foram realizadas pela Coordenação de Artes Plásticas da SMC com apoio da GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul.


Nesta Edição o SIDI homenageia RoswithaWingen-Bitterlich artista da Editora Globo, que ilustrou os Contos de Andersen (desenhos e aquarelas) e Contos de Grimm (xilogravuras).


Participaram do júri de seleção Cylene Oliveira Dallegrave - artista plástica, José Fraga - cartunista e editor, José Francisco Alves - instrutor de arte, Leandro Hals - cartunista e Renato Garcia Santos - instrutor de arte, enquanto o júri de premiação das obras foi formado por Alisson Afonso - cartunista, Clô Barcellos - jornalista, designer e editora, Francisco Juska - cartunista, Celso Schröder - cartunista e jornalista e Wagner Passos - cartunista. Ao total foram selecionadas 70 obras com a participação de 158 artistas nas categorias Cartum, Charge, Caricatura, História em Quadrinhos e Ilustração Editorial.


A mostra XVII SIDI se estenderá até 26 de abril de 2009, na Galeria dos Arcos.

Paralelamente, no 4º andar da Usina, estará ocorrendo a Exposição de Quadrinhos Internacionais promovida pelo Neorama dos Quadrinhos.

Premiados:

ILUSTRAÇÃO EDITORIAL: Camilo Riani - Caricalendário, Menção Honrosa para Elenio Pico - Plumas Pelos e Escamas e Menção Honrosa também para Marcin Bondarowicz - Dietetic Food. HISTÓRIA EM QUADRINHOS: Jarbas Domingos de Oliveira Junior – Mundo Cão. CHARGE: Renato Machado Gonçalves – Reforma Ortográfica, e duas Menções Honrosas: Luiz Carlos Fernandes – O abacaxi de Obama e Bruno Cezar Galvão – Desemprego. CARTUM:CARICATURA: Zhu Zizun – The Big Three e Menções Honrosas para Diogo D’auriol Almeida – Alfred Hitchcock e José Raymundo Costa (Ray Costa) – Jô Soares. Rafa Camargo – Nature Song e Menções Honrosas para Jarbas Domingos de Oliveira – Carro e para Rafael Bittencourt Corrêa – Expulso.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Bruno Gularte Barreto apresenta exposição Inventário na Galeria dos Arcos

Bruno Gularte Barreto inaugura, dia 20 de novembro, às 19 horas, na Galeria dos Arcos, a exposição fotográfica Inventário, projeto que contou com financiamento do Fumproarte.

As 19 fotos que compõem a exposição foram
obtidas em uma série de ensaios realizados entre 2003 e 2006. Trata-se de um apanhado que encerra as duas primeiras séries fotográficas realizadas pelo artista.

Graduado na primeira turma do Curso de Realização Audiovisual da Unisinos, Bruno atua como fotógrafo e diretor de cinema, tendo trabalhado com fotografia e vídeo-arte para diversos filmes, peças e livros, entre eles a peça Crucial Dois Um, dirigida por Gilson Vargas, o longa metragem A Última Estrada da Praia, dirigido por Fabiano de Souza, o longa metragem Dias e Noites, dirigido por Beto Souza, a peça Andy/Edie, dirigida por João Ricardo, etc. No momento se dedica à finalização do seu segundo curta-metragem, Enciclopédia, a ser lançado no começo de 2009, e à direção dos vídeos e fotos para a peça Teresa e o Aquário, vencedora do segundo Prêmio Palco Habitasul.

Explorando artifícios como a projeção simultânea, o nu, a texturização da imagem através das mais diversas formas, foram produzidas imagens híbridas, onde modelo, fundo, projeção, textura e direção se misturam formando algo novo, no limiar entre o figurativo e o abstrato. A criação de personagens e o flerte com a performance surgiram naturalmente nesses ensaios, talvez fruto de seu trabalho paralelo com cinema.

Em uma nova etapa, os resultados obtidos anteriormente foram depurados e resultaram em formas mais sutis de intervenção. Estas séries – que resultaram em duas exposições – apesar de encerradas, não haviam apresentado ao público o trabalho concluído. Bruno re-visitou, então, os mais de 50 negativos dessas fases e se propôs a realizar um inventário desse período, resgatando as diversas imagens inéditas que ainda não haviam sido expostas e agrupando-as em conjuntos, tentando recriar a movimentação realizada no ato da captura como parte do ato de criação fotográfica. Um inventário é uma compilação de algo que passou, mas, com novos olhos, é também uma descoberta.

Inventário - Do Latim invenire, chegar a, relacionar, descobrir.

abertura 20 de novembro, às 19 horas
Galeria dos Arcos – Usina do Gasômetro
Av. Pres. João Goulart, 551, Térreo
Visitação de 21 de novembro de 2008
a 20 de Janeiro de 2009

Visitação de terças a domingos das 9 as 20h.

O Projeto contou com a produção de Daniel Laimer, curadoria de Jacqueline Joner, texto de Vitor Necchi, design de Guilherme Machiavelli e as modelos: Ana Luiza Bergmann, Clarissa Rossarola,Jonathan Romero, Martin Heuser, Pietra Graebin, Ridan Albuquerque. Agradecimentos: Pamela, Rita, Cândida, Gabardo, Fernando,
Leopoldo, Lucy, Adri, Lya, Seu João, Gus, Gerusa.